ORAR de acordo com a vontade de Deus é prefigurado no Antigo Testamento, pelo incenso que era queimado no altar de ouro do incenso (Êxodo 30:1-9) e em apocalipse 8 pelo incenso queimado no incensário de ouro. Em romanos 5:8 também é dito que as taças estão cheias de incenso. As taças e o incensário referem-se às orações dos santos (pessoas separadas) e o incenso, a Cristo.
Portanto, o incenso colocado no incensário prefigura Cristo ser acrescido às nossas orações. Em outras palavras, a oração tem origem em Cristo. Quando oramos conforme pensamos ser melhor, não estamos agradando a Deus, pois Ele precisa que Cristo esteja presente em nossas orações. Quando desistimos de nossa habilidade de orar, então o Espírito vem assistir-nos. Desse modo não nos preocuparemos tanto com o que iremos dizer a Deus, mas simplesmente buscaremos a presença do SENHOR, invocando Seu Nome.
Ali espontaneamente surgirá uma oração que teve origem em Cristo e que é expressão da vontade de Deus, pois é feita pelo Espírito em nós.
A essa oração Deus ouve, e aceita e responde, pois tudo que é feito em o nome de Jesus Cristo, se cumpre.
Quando Cristo está em nós, o céu se abre e o Espírito desce. Mas quando fazemos orações que afrontam a dignidade de Deus, no contexto de Sua Palavra, fazendo por exemplo, orações a pessoas mortas, representados por ídolos e imagens de esculturas, as orações costumam ser respondidas, mas não pelo Espírito de Deus.
A bíblia nos orienta a fugir dos ídolos e da idolatria. Paulo diz em sua carta aos coríntios que quem sacrifica a ídolos, aos demônios sacrificam.
Fique somente com Jesus Cristo, esqueça o resto, porque é resto. A religiosidade só serve para beneficiar a boa vida dos religiosos que dizem ser representantes de Deus. Se eles fossem de Deus, fariam exatamente o que está ordenado na Palavra de Deus.
Veja o que diz a Bíblia católica no livro Sabedoria, capitulo 13:10-19:
“São uns desgraçados, põem sua esperança em seres mortos, estes que chamam deuses a obra de mãos humanas, ouro, prata, lavrados com arte, figura de animais ou uma pedra inútil, obra de mão antiga.
Eis um carpinteiro: ele serra uma árvore fácil de manejar, raspa-lhe cuidadosamente toda casca, convenientemente a trabalha e dela faz um utensílio para os usos da vida. Quanto às sobras de seu trabalho emprega-as no preparo da comida que o sacia. A sobra de tudo que para nada serve um pau retorcido e nodoso; ele o toma e o esculpe nos momentos de lazer, modela-o com capricho para distrair-se e dá-lhe figura de um homem; ou então o torna semelhante a um animal desprezível, cobre-o de vermelho, enrubesce-lhe a superfície fazendo desaparecer todas as manchas. Depois lhe faz um nicho digno dele e o coloca na parede, prendendo-o com um prego! Toma precaução para que não caia, sabendo que ele não pode valer-se a si mesmo: é uma imagem e necessita de ajuda! Entretanto, se quer rezar por seus bens, casamento e filhos, não se envergonha de dirigir sua palavra a este ser sem vida:
Para a saúde, ele invoca o que é fraco;
Para a vida, implora o que é morto;
Para uma ajuda, solicita o que não tem experiência;
Para uma viagem, dirige-se a quem não pode dar um passo e,
Para ter lucro e êxito em seus trabalhos e empresas, pede vigor ao que nenhum vigor tem em suas mãos”.
O capitulo 14 nos revela a origem do culto aos ídolos e quais são as conseqüências colhidas por causa da idolatria. Os versículos 12 ao 21 tratam da origem do culto aos ídolos, assim está escrito:
“A idéia de fazer ídolos foi à origem da fornicação (aborrecimento), sua descoberta corrompeu a vida. Porque nem existiam desde o principio e nem existirão eternamente: Entraram no mundo pela vaidade dos homens; por isso um rápido fim lhes foi decretado. Um pai desconsolado por um luto prematuro, manda fazer uma imagem de seu filho tão cedo arrebatado, e honra agora como deus o que antes era homem morto, e para seus súditos institui mistérios e ritos; com o tempo se arraiga este ímpio costume, que se observa como lei. Era ainda por ordem dos soberanos que se rendia culto às estátuas; como os homens vivendo longe não podiam honrá-los em pessoa, representaram sua longínqua figura, fazendo uma imagem visível do rei que honravam, para assim, mediante esse zelo, adular o ausente como presente. (hipocrisia)
A ambição do artista promoveu este culto, atraindo mesmo os que não o conheciam; pois querendo este talvez agradar ao soberano, forçou sua arte a fazê-lo mais belo que a realidade, e a multidão, atraída pelo encanto da obra, considera agora objeto de adoração a quem antes honravam apenas como homem. E isso se tornou uma cilada para a vida: Homens escravos ou da desgraça ou do poder, impuseram o nome incomunicável à pedra e à madeira”.