Ao ler a matéria de Ralph Mahoney – WORD-Map, achei interessante e como sempre nos preocupamos em fazer discípulos, resolvemos fazer um resumo da matéria. Tivemos o cuidado para não alterar os objetivos do autor e desde já esclareço que é sob expressa autorização que publicamos o material aqui exposto.
Nosso desejo é promover conhecimento espiritual para que nossos irmãos cristãos sejam abençoados. É claro que a matéria não desperta um profundo interesse aos olhos da maioria, mas como sempre digo: somente quem tem o Espírito Santo consegue concluir aquilo que escrevemos. Deus não dá aos cães o que é santo e nem distribui pérolas aos porcos (Mt 7:6). Os versículos bíblicos aqui apresentados são da versão revista e atualizada, editada por SBB (sociedade Bíblica do Brasil).
Uma das tremendas bênçãos que vem quando nós caminhamos com Jesus nos domínios da fé, são as coisas maravilhosas que começam a acontecer em nossa vida cotidiana.
À medida que nos entregamos totalmente a Deus e começamos a agir em obediência à palavra do SENHOR, nós recebemos bênçãos, crescimento e progresso. Na medida em que caminhamos sob a luz do Evangelho, fielmente com Deus, teremos necessidade de sua orientação divina para tomarmos decisões relativas ao que Ele está nos dizendo.
As Escrituras prometem repetidamente que Deus guiará os nossos passos. Isaías 58:11 afirma de maneira particularmente clara que: “ O SENHOR te guiará continuamente, fartará a tua alma em lugares áridos e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas jamais faltam” ( leia o versículo 12 em sua Bíblia).
Sabendo que esta promessa nos pertence, precisamos então saber como agir, apoiados na mesma, e como discernir e obter a orientação de Deus, pois só assim seremos vitoriosos e herdaremos o Reino num futuro próximo. É fundamental que conheçamos a regra abaixo.
A – PRECISAMOS TER EQUILIBRIO
Podemos seguir uma direção errada, mesmo quando procuramos sinceramente a vontade de Deus, se não mantivermos o equilíbrio entre os extremos da razão exclusivamente humana e do simples subjetivismo.
1- Objetivo x Subjetivo
O primeiro extremo rejeita toda experiência cristã subjetiva, enquanto que o outro, que tende ao completo misticismo (crença religiosa ou filosófica que admite a comunicação oculta entre o homem e a divindade), leva a exageros do tipo que “não se pode comer ovos no café da manhã sem que uma voz do céu o permita”. Quando realmente começamos a procurar Deus, de todo o nosso coração surge armadilhas por todos os lados. Daí a importância de se manter o equilíbrio entre os dois extremos.
Do lado subjetivo, o apóstolo Paulo escreveu em I Corintios 14:10, “Há, sem duvida, muitos tipos de vozes no mundo; nenhum deles, contudo, sem sentido”. Toda espécie de voz se dirigem a nós, e cabe a nós prová-las para discernimos o que é de Deus e o que não é. Por outro lado, podemos ignorar o subjetivo e tornarmo-nos tão racionais e lógicos, que rejeitaremos um dos elementos da fé, que é o de experimentarmos os riscos, o sucesso e o malogro (frustração, não ir avante).
2 – Fé x Presunção
Quando fazemos algo impossível e aquilo dá certo, um dos fatores desse sucesso é a fé. Quando se trata de orientação, essa fé precisa apoiar-se em algo que vem claramente de Deus, pois de outro modo, poderíamos vir a agir baseados em presunção em vez de fé, e tropeçaríamos, caindo fora do caminho. Deus, em nenhum momento nos preparou derrotas. Muitas vezes sofremos a derrota porque nos falta o conhecimento. Precisamos agir baseados em conhecimento – o conhecimento de Deus. A fé vem pelo conhecimento de tudo aquilo que se relaciona a Deus.
B – DEVEMOS AGIR NA FÉ
1 – O profeta Elias é um grande exemplo disso. O co-relacionamento entre fé e orientação, é claramente ilustrado na vida de Elias. Ele disse ao povo: “Invocai o nome de vosso deus, e eu invocarei o nome do SENHOR; e há de ser que o deus que responder por fogo esse é que é Deus. E todo o povo respondeu e disse: É boa esta palavra (I Reis 18:24). Quando chegou o tempo do confronto com os profetas de Baal, Elias orou dizendo: “Ó SENHOR, Deus de Abraão, Isaque e de Israel, fique, hoje, sabido que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo e que segundo a tua palavra, fiz todas estas coisas (I Reis 18:36).
O que provocou a derrota dos adoradores de Baal?
a- Deus iniciou o confronto;
b- Deus comunicou a Elias o que Ele queria que fosse feito;
c- Elias obedeceu e agiu fielmente ao que Deus determinou;
d- O milagre aconteceu... Glória ao SENHOR! Como podemos, então, obter a orientação de Deus ao nosso imerecido favor?
C – DEVEMOS USAR AS LUZES ORIENTADORAS DE DEUS
Deus nos deu o que eu chamarei de “luzes orientadoras”, a fim de dirigir os nossos passos com clareza. Para saber como reconhecer estas luzes que nos manterão no curso, vamos olhar para um exemplo comum: Um transatlântico chegando durante a noite, proveniente de alto mar, manda buscar um piloto no porto de destino, a fim de assumir o comando do navio. Este assumi o lugar do capitão, porque conhece os estolhos da barra e sabe como guiar o navio através das águas perigosas, para fazê-lo atracar em segurança. Para ajudar o piloto a manter o navio no curso, uma serie de luzes de navegação são instaladas no porto e na terra adjacente ao mesmo. O piloto tem que alinhar estas luzes numa fileira em linha reta, para ter certeza de que o navio está no meio do canal. Assim, mantendo estas luzes enfileiradas, ele evitará que o navio encalhe ou entre em dificuldades com algo que poderia causar um desastre.
Estas luzes de navegação são semelhantes às coisas que Deus nos dá para nos mantermos na linha, e no curso de sua vontade em nossa experiência cristã. Há sete luzes. Deus nos deu sete luzes orientadoras por meio das quais podemos receber a orientação divina e evitar que fiquemos encalhados. Estas sete luzes são:
1 – Convicção interior
2 – Confirmações nas Escrituras
3 – Confirmações proféticas
4 – Conselhos de pessoas devotadas a Deus
5 – Evidências das circunstancias
6 – A paz de Deus
7 – A provisão de Deus... Considere cuidadosamente cada uma delas.
1 – A CONVICÇÃO INTERIOR – A primeira luz orientadora é a que descreverei como “convicção interior”. Alguns a chamam o “testemunho do Espírito”. Em Atos 16: 6-10, o apóstolo Paulo estava tentado ir para a Ásia, mas Deus queria que ele fosse noutra direção. O Espírito o impediu duas vezes de ir para a Ásia, e então o Espírito do SENHOR trouxe-lhe uma visão. Ele viu um homem da Macedônia rogando: “Passa à Macedônia e ajuda-nos”. No versículo 10, Paulo afirma: “Procuramos partir para aquele destino, concluindo que Deus nos havia chamado para lhes anunciar o Evangelho. Neste pequeno texto vemos claramente que o apóstolo Paulo tinha chegado à convicção interior, à certeza intima, que Deus queria que ele fosse para a Macedônia.
1-1 - O que deve vir primeiro? A orientação do apóstolo Paulo começou com uma certeza intima daquilo que Deus queria que ele fizesse. A visão foi o canal que possibilitou o entendimento do apóstolo. A sua convicção interior se deu pelo fato de ter sido impedido pelo Espírito, duas vezes. Juntando uma coisa e outra, Paulo chegou ao conhecimento da vontade de Deus para aquele momento. Deus, antes de qualquer coisa, para determinar o que ele quer para nossa vida, começa colocando a responsabilidade sobre nós.
1-2 – A convicção interior vem da espera no SENHOR. Nós podemos conseguir esta certeza intima que faz sentir o que Deus quer de nós por meio de períodos de espera no SENHOR, oração fervorosa e busca da face de deus até que o nosso espírito receba a convicção da vontade de Deus. Nós podemos não ter a certeza absoluta a respeito, mas o ponto de partida tem que ser este. Alguns recorrem para algum ministério profético a fim de conseguir “uma palavra do SENHOR” como se fossem consultar um vidente ou uma cartomante. Isto é um conceito errado. Se nós nos deixarmos orientar por outros antes de ouvir o SENHOR, acabaremos em confusão. A nossa atitude só vai provar que Deus não está em nós. Há casos em que Deus move um profeta a nosso favor, mas nesse caso ele só confirmará aquilo que já sabemos.
2 – CONFIRMAÇÕES NAS ESCRITURAS – Depois de estar caminhando com Deus há mais de 40 anos, eu, Ralph Mahoney, ponho a minha convicção interior em primeiro lugar ao procurar a orientação de Deus. Esta convicção interior precisa estar em alinhamento com a segunda luz orientadora que é a confirmação objetiva pelas Escrituras Sagradas. Subjetivamente, digo que isto me parece ser o que Deus quer que eu faça, mas objetivamente é necessário que seja avaliado à luz dos princípios escriturais.
2-1 – Aviso nas Escrituras. Jesus Cristo nos é um grande exemplo a este respeito. A vida de nosso SENHOR sempre esteve, e está pautada no cumprimento das Escrituras. Observe com atenção os versículos abaixo:
“Todos os dias eu estava convosco no templo, ensinando, e não me prendestes; contudo é para que se cumpram as Escrituras” (Marcos 14:49).
“E, começando por Moisés, discorrendo por todos os profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras” (Lucas 24:27).
“se ele chamou deuses (salmos 82:6) àqueles a quem foi dirigida a Palavra de Deus, e a Escritura não pode falhar” (João 10:35).
Uma convicção, uma voz ou uma profecia podem nos desviar do caminho certo, se não estiverem de acordo com as Escrituras. A orientação de Deus jamais irá contradizer a sua Palavra. Deus não faz exceções. Ele não é discriminador de pessoas. As pessoas que precisam se enquadrar em sua Soberana vontade e Poder. Se estivermos fora da Palavra de Deus – somos mortos. O nascer de novo é fundamental, mas esse é outro assunto.
3– CONFIRMAÇÕES PROFÉTICAS. A terceira luz orientadora que Deus nos concede é a da confirmação profética, ou orientação por meio de profecias.
3 – 1 – Exemplos nas Escrituras – A Bíblia relata vários casos em que o SENHOR usou a profecia para confirmar a direção de uma vida.
Em Atos 21:10-11, veio de Ágabo a confirmação profética para algo que o apóstolo Paulo já sabia. “... Desceu da Judéia um profeta chamado Ágabo (Atos 11:28) e, vindo ter conosco, tomando o cinto de Paulo, ligando com ele os próprios pés e mãos, declarou: Isto diz o Espírito Santo: Assim os judeus em Jerusalém, farão ao dono deste cinto e o entregarão nas mãos dos gentios”.
Em Atos 20:23, Paulo já tinha dito: “Senão que o Espírito Santo, de cidade em cidade, me assegura que me esperam cadeias e tribulações”. E novamente em Atos 21:4, encontramos discípulos que movidos pelo Espírito, recomendavam a Paulo que não fosse a Jerusalém (NOTE: estes discípulos não transmitem a Paulo uma ordem do Espírito, mas, iluminados pelo Espírito sobre a sorte que o espera, queriam, em sua afeição e piedade, evitar-lhe esta sorte).
Temos aqui três Escrituras tratando da ida de Paulo a Jerusalém, e cada uma delas confirmando as outras. Isto indica, a nosso entender, que dispomos da confirmação por meio de profecias dos que falam pelo Espírito, que estão confirmando a convicção interior que recebemos e que, por sua vez, está em linha com a Palavra de Deus.
3-2 – Advertência santa. Devemos ter o cuidado para nunca inverter esta ordem! Muita gente começa com uma orientação profética, tenta encontrar algum versículo bíblico que apóie aquilo que ele ouviu, e tenta então convencer-se que é isto que Deus quer que façam. O “primeiro” passo para encontrar a vontade de Deus fica entre Deus e você, sem nenhum intermediário humano, exceto em algumas raras ocasiões em que Deus soberanamente transpõe este principio, como por exemplo, foi o caso do endemonhiado gadareno, em que Jesus tomou a iniciativa de libertá-lo em virtude de sua insanidade mental. Mas, Deus é Deus, Ele faz o que quer na hora que quiser e agindo Ele, quem impedirá?
4 – CONSELHOS DE PESSOAS DEVOTADAS A DEUS. A quarta luz orientadora é muitas vezes rejeitada por muitos, que ficam então espiritualmente encalhados. Esta é a luz dos conselhos de pessoas devotadas a Deus.
“Não havendo sábia direção, cai o povo, mas na multidão de conselheiros há segurança” (Provérbios 11:14).
Quando falamos de conselhos de pessoas devotadas a Deus não queremos dizer que procuremos um noviço (neófito na fé), alguém que encontrou a fé recentemente ou que um jovem procure outro jovem, e muito menos devemos ouvir pessoas que apesar de longos anos na igreja, vivam resmungando ou constantemente vivem fracassados, enfrentando doença e problemas. Alguns ensinam errado, e como diz um certo ditado: “De boas intenções o inferno está cheio”.
Estamos nos referindo ao conselho de pessoas que conhecem verdadeiramente os métodos de Deus, que estão caminhando com Deus com compreensão espiritual há muitos anos. Agiremos com sabedoria, se pesarmos o conselho de pessoas devotadas ao SENHOR. Ressaltamos que necessariamente essas pessoas não precisam ser credenciadas como obreiros, na igreja existe pessoas leigas que estão verdadeiramente preparadas por Deus para aconselharem a quem quer que seja. Não podemos discriminar uma pessoa pelo fato de ela ter ou não cargo na igreja. Há muitos leigos dando lição de moral em muitos marmanjos que se dizem obreiro. Não despreze um bom conselho que venha pautado nos princípios escriturais.
“Onde não há conselho fracassam os projetos, mas com os muitos conselheiros há bom êxito” (Provérbios 15:22, veja também Isaías 1:26).
Certa vez, Moisés estando sobrecarregado com seus afazeres espirituais, cansado da rotina diária, ouviu o conselho de seu sogro Jetro. Observe no texto que Moisés ouviu e atendeu o conselho de seu sogro, a partir daí muita coisa mudou na vida de Moisés.
13 E aconteceu que, no outro dia, Moisés assentou-se para julgar o povo; e o povo estava em pé diante de Moisés desde a manhã até à tarde.
14 Vendo, pois, o sogro de Moisés tudo o que ele fazia ao povo, disse: Que é isto, que tu fazes ao povo? Por que te assentas só, e todo o povo está em pé diante de ti, desde a manhã até à tarde?
15 Então disse Moisés a seu sogro: É porque este povo vem a mim, para consultar a Deus;
16 Quando tem algum negócio vem a mim, para que eu julgue entre um e outro e lhes declare os estatutos de Deus e as suas leis.
17 O sogro de Moisés, porém, lhe disse: Não é bom o que fazes.
18 Totalmente desfalecerás, assim tu como este povo que está contigo; porque este negócio é mui difícil para ti; tu só não o podes fazer.
19 Ouve agora minha voz, eu te aconselharei, e Deus será contigo. Sê tu pelo povo diante de Deus, e leva tu as causas a Deus;
20 E declara-lhes os estatutos e as leis, e faze-lhes saber o caminho em que devem andar, e a obra que devem fazer.
21 E tu dentre todo o povo procura homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que odeiem a avareza; e põe-nos sobre eles por maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinqüenta, e maiorais de dez;
22 Para que julguem este povo em todo o tempo; e seja que todo o negócio grave tragam a ti, mas todo o negócio pequeno eles o julguem; assim a ti mesmo te aliviarás da carga, e eles a levarão contigo.
23 Se isto fizeres, e Deus to mandar, poderás então subsistir; assim também todo este povo em paz irá ao seu lugar.
24 E Moisés deu ouvidos à voz de seu sogro, e fez tudo quanto tinha dito;
5 – EVIDÊNCIA DAS CIRCUNSTÂNCIAS. Ao procurarmos a orientação divina, Deus nos dá uma quinta luz orientadora, que chamaremos “Evidência das circunstâncias.
Quando estamos caminhando no centro da vontade de Deus, com convicção interior e, talvez, confirmação profética e conselhos de pessoas devotadas a Deus, e tudo isso em linha com as Escrituras, então muitas vezes poderemos ver circunstâncias confirmatórias evidentes.
Deus começa a dar a evidência de circunstâncias favoráveis, mostrando que estamos no caminho certo. Relatamos abaixo um exemplo pessoal de Ralph Mahoney. Ele diz:
“Quando o SENHOR falou para minha mulher e para mim, para mudarmo-nos do sul para a Costa Oeste, dos Estados Unidos. Procuramos corretores para vender a nossa casa; Estes, e todos com quem conversamos, disseram: “Ih! Irmão Ralph, demorará pelo menos um ano e meio a dois para vender essa casa. O mercado de imóveis está péssimo; tem gente desempregada; estamos em recessão econômica, etc. etc.”
Entretanto, eu disse a Rose: “Deus falou conosco, de modo que tenho a certeza de que Ele pode nos ajudar a vender esta casa num prazo razoável - umas duas semanas”. E foi exatamente o que demorou. Tivemos quatro compradores para a casa. E não cedemos de graça, não; vendêmo-la à pessoa que ficou com ela, por preço justo. E, além disso, o comprador deu uma entrada de $ 4.500 dólares em dinheiro vivo para uma casa que valia $ 9.000 dólares.
Para nós, isto foi uma evidência das circunstâncias, confirmando que estávamos caminhando dentro da vontade de Deus.
5-1 – Talvez haja exceções –Sim pode haver exceções, neste particular, quando Deus está lidando conosco. Há ocasiões, na caminhada com Deus. Quando Deus fala e embora todas as circunstâncias sejam adversas, sabemos que Deus falou e, assim temos que ir direto em frente. Como quando os sacerdotes chegaram à margem do rio Jordão e as águas se abriram ao colocarem eles os pés nelas (Josué 3:14-17), assim acontece, às vezes com as circunstâncias, podemos caminhar até à margem e ver as águas se abrirem. Mas também pode acontecer de nós entrarmos pelas águas adentro e nos afogar. Se não tivermos a Palavra de Deus e não estivermos caminhando na ordem escritural e com conselho adequado. Neste caso não se trata de fé, mas de presunção (Na obra de Deus não nos é dado o direito de presumir nada, mas simplesmente obedecer ao que nos foi prescrito por Deus). Um exemplo a ser analisado é Abraão. Ele errou quando saiu de sua terra levando consigo seu sobrinho Ló. Deus havia dito em Genesis 12: “1 ORA, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.
2 E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção.
3 E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.
4 Assim partiu Abrão como o SENHOR lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos quando saiu de Harã”. O sair de sua parentela não lhe dava o direito de ter levado o seu sobrinho. Ter levado Ló consigo, lhe causou grande sofrimento no caminho. Muitas vezes sofremos por que deixamos a vontade de Deus, para sermos sentimentais e isso é um fato que Deus não aceita. Se Deus fosse sentimental e agisse por dó e pena, esse mundo seria muito pior. Mas, por causa dos escolhidos, aqueles que possuem o selo de Deus em virtude da obediência aos princípios escriturais, segundo a sua vontade nos preceitos do Evangelho de Jesus Cristo, esse mundo tem seus dias abreviados, se não fosse assim, ninguém se salvaria. Veja nisso o quanto somos importantes para Deus. Por sermos importantes, é que precisamos saber discernir a vontade de Deus por meio das luzes orientadoras em todos os momentos de nossa imerecida vida que fora comprada com sangue- o sangue de Jesus.
6 – A PAZ DE DEUS. A sexta luz orientadora é a Paz de Deus. A paz com Deus e a paz de Deus são duas coisas diferentes. Em romanos 5:1, lemos: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso SENHOR Jesus Cristo”. Somos salvos, lavados no sangue de Jesus, justificados, ou seja, lá qual for o termo que muitos usam e gostam de pronunciar para explicar a redenção por meio de Jesus, mas o importante é que quando estamos nessa condição temos paz com Deus. E nenhuma condenação há para os que estão em Cristo que não vivem segundo as obras da carne.
A paz de Deus é coisa bastante diferente. A paz de Deus provem de caminhar em obediência à vontade de Deus.
O apóstolo Paulo diz em Filipenses 4:6-7: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém sejam conhecidas diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela suplica, com ações de graças. E a paz de Deus que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”. O versículo chave é o de número 7: “A paz de Deus que excede todo entendimento, guardará os vossos corações”.
“Guardar” é a palavra chave e significa agir como árbitro. A paz de Deus que excede todo o entendimento agirá como árbitro. A finalidade do árbitro é a de declarar as condições do jogo. Assim sendo, a paz de Deus deve agir como um árbitro para dizer-nos se a bola foi para escanteio, ou se fizemos um gol. Por exemplo, se estamos numa encruzilhada de uma decisão e não sabemos se devemos virar à esquerda ou à direita, o que fazer?
6-1 – Devemos tomar uma decisão. Permita-me agora, neste caso dar-lhe uma simples palavra de sabedoria: “Se estiver enfrentando uma decisão, faça-o. Muita gente fica parada dez anos na encruzilhada e nunca toma uma decisão”. Aí é que a paz funciona como árbitro. Você ora, entrega o assunto a Deus e diz: “Está bem SENHOR, vou virar para a esquerda”. No momento em que você toma esta direção, repentinamente a paz de Deus o deixa e você começa a pensar: “Para onde é que Deus foi?” Quando a paz de Deus nos deixa é hora de parar e examinar a situação. Tome nota do lugar onde perdeu a sua paz, volte para trás e diga: “SENHOR, Tomei uma decisão errada”. Então, vire para a direita, e ao fazê-lo a paz de Deus retorna e você sabe que está seguindo a vontade de Deus (Medite novamente em Filipenses 4:6-7).
7 – A PROVISÃO DE DEUS. Vamos agora à sétima luz orientadora, a da provisão de Deus. Procure a provisão de Deus na direção para a qual Deus está te mandando. Hudson Taylor disse: “Quando Deus dá a orientação, Deus dá a provisão. O trabalho de Deus, feito no tempo de Deus e à maneira de Deus, nunca deixa de ter a provisão de Deus”. Esta é uma lei imutável, que vale a pena lembrar e gravar no coração. Nunca use Deus para pôr a corda no pescoço. Tem gente que usa o nome de Deus para fazer missões que vai ao extremo, faz dividas e depois fica desesperado porque não consegue pagar. Deus não expõe ninguém ao ridículo. Há outros que servem de fiador e depois se decepcionam, tome cuidado. Não descuide de sua família. Aqueles que deixam as mulheres e os filhos passando fome e privações, sem provisão porque presumem que Deus os está enviando a algum lugar longínquo para evangelizar estão errados.
Há ocasiões em que nós podemos caminhar em fé, sem provisão, numa situação impossível, se tiver uma palavra sólida e definida de Deus. De fato, se nós tivermos uma palavra definida do SENHOR, nós podemos caminhar sobre o ar! Mas, se não tivermos, podemos cair no fundo muito depressa e irmos ao encontro do desastre.
Fiz (Ralph) um contato com o SENHOR há alguns anos atrás, quando Deus estava lidando comigo, e disse: “Está bem SENHOR, vou para qualquer lugar que me mandar a qualquer momento, da seguinte maneira. O SENHOR proverá e pagará as contas e eu irei”. O SENHOR me disse: “Obrigado, assine aqui”.
Deus me manteve neste contrato e ele tem sido mais do que fiel no cumprimento da parte d’Ele. Viajei centenas de milhares de milhas e Deus nunca me chamou para ir à parte alguma, sem deixar a minha família com provisões materiais adequadas.
7-1 – Algumas vezes Deus não provê. Watchman Nee, disse que a provisão é uma das primeiras coisas que Deus usa para refrear seus servos por demais zelosos que estão indo além da vontade d’Ele em suas vidas. Ele retira o sustentáculo que os apóia!
Durante 12 anos, Deus ficou tirando o sustentáculo que me apoiava, de fato, ele me manteve tão pobre que eu não podia comprar uma passagem de ônibus de dez centavos para atravessar a cidade! Mas, quando Deus revirou isto e abriu as portas, quando o Seu tempo para mim havia chegado. Ele, então, providenciou a provisão. Eu teria corrido anos na frente de deus, se fosse por minha cabeça, e Deus sabe que tentei. De fato, tenho cicatrizes em todo lugar, de tanto bater contra as portas que tentei derrubar! Deus usou a falta de provisão durante doze anos para manter-me onde Ele me queria, a fim de preparar-me. A experiência de Ralph Mahoney serve para qualquer um de nós, pois a Escola é a mesma. Todos nós temos que nos adequar à vontade de Deus, sem exceções. É claro que cada um de nós recebe um tratamento apropriado para aquilo que estamos vivendo. Todas estas sete luzes orientadoras que vimos, são fundamentais ao longo da nossa com Cristo. Deus tem o melhor para cada um de nós. Esperamos que nosso comentário que foi baseado na vida de um grande homem de Deus (Ralph Mahoney) tenha contribuído para o seu crescimento espiritual.
D – DEUS TAMBÉM NOS ORIENTA NO ESCURO
Há ainda outra maneira pela qual Deus nos guia, e que encontramos em Isaías 42:16, onde lemos; “ Guiarei os cegos por um caminho que não conhecem, fá-los-ei andar por veredas desconhecidas; tornarei as trevas em luz perante eles e os caminhos escabrosos, planos. Estas coisa lhes farei e jamais os desampararei”.
O versículo 19 continua: “Quem é cego como o meu servo, ou surdo como o meu mensageiro, a quem envio? Quem é cego como o meu amigo, e cego, como o servo do SENHOR?”
Há ocasiões, nos procedimentos de Deus, em que nós não sabemos se a direção é para cima, para baixo ou de lado. Você já esteve nesta situação alguma vez? Talvez você esteja na refinação, nos procedimentos e nas disciplinas do SENHOR, como José na prisão de faraó, sem encontrar uma única luz orientadora (Genesis 39:7-23), sem saber o que está se passando, ou em que direção seguir. Se a sua vida está firmemente entregue a Deus e você não está caminhando em rebelião deliberada, contra a vontade de Deus, então, não desanime, pois Deus está orientando.
Ele nos orienta pela luz, ou, Ele orienta até mesmo na cegueira, mas de qualquer maneira, Ele nos orienta. Tenhamos paciência e busca incessante, pois tudo tem o seu tempo determinado (Eclesiastes 3:1). Oremos sem cessar (I Tessalonicenses 5:17).
Em tudo daí graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para conosco (I Tessalonicenses 5:18). Seja sobre nós a Graça de nosso SENHOR Jesus Cristo... Sempre!
Apóstolos, Bianchini e Nazaré.