Porque não devemos estar ansiosos? A ansiedade no coração do homem o abate... (Provérbios 12:25).
Nós seres humanos somos uma confusão de pensamentos, sentimentos, valores e comportamentos que, com certa freqüência, entram em conflito. Por isso o comportamento humano é imprevisível, embora sempre acreditemos que, quando conhecemos bem uma pessoa, podemos saber exatamente sua reação diante de determinadas situações. Podemos esperar que seu comportamento seja de determinada forma, mais jamais garantir, pois o ser humano funciona como uma caixinha de surpresas. Os estados mentais patológicos (doentios) são chamados psicopatologias. A todo o momento estamos lidando com pessoas desconhecidas. Nossos padrões de comportamento surgem ao longo de nossa história de vida. Através das experiências que acumulamos, temos a tendência de repetir tudo àquilo que foi bom; já aquilo que foi ruim não desejamos repetir. E, assim, vai se formando nossa personalidade e nosso jeito de ser.
Todos têm um padrão de comportamento, um perfil psicológico; alguns são mais calmos, outros mais ansiosos, outros ainda mais desconfiados e assim por diante. Saber identificar alguns padrões de comportamento fará com que você possa entender e, a partir disso, entender os outros e, dessa forma, aprender a lidar com a diversidade do ser humano. Hoje o Espírito de Deus me leva há escrever um pouco sobre a “ansiedade”. Espero estar contribuindo com a obra de Deus no intuito de glorificar a Deus, através de Jesus Cristo nosso Salvador e SENHOR.
A ansiedade é um estado de angustia que quando passa do controle pode levar o ser humano a um estado de agonia profunda, transformando sua vida em um comportamento depressivo podendo até levar o individuo ao suicídio. O comportamento ansioso foi mencionado por Jesus Cristo, quando ele ensinava sobre a questão de servir a dois senhores.
Dizia Ele: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas (Mateus 6:24). A pessoa precisa estabelecer princípios e determinar o que de fato é importante e depois tornar padrão pessoal para uma convivência sensata, mas o que queremos tratar aqui é a questão da ansiedade. Somente citei o versículo para que os seguintes tenham sentido mais amplo àquilo que estamos escrevendo.
A partir dos versículos 25 aos 34 de Mateus 6, Jesus abordou a questão da ansiosa solicitude pela vida: 25 Por isso vos digo: Não andeis ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?
26 Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?
27 E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?
28 E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam;
29 E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.
30 Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?
31 Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?
32 (Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;
33 Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
34 Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.
Em qualquer situação a ansiedade sempre será um sentimento desagradável, acompanhado de sintomas físicos como: vazio ou frio no estômago, palpitações, transpiração excessiva, opressão no peito, diarréia, dor de cabeça, inquietação, insônia, dentre vários outros. São sintomas que ocorrem e servem como sinal de alerta do nosso corpo que, na verdade, adverte sobre perigos que podem acontecer em decorrência do descontrole emocional. Os alertas nos dão condição de agir e de nos defendermos. Sendo assim, a ansiedade prepara o individuo para lidar com situações de possíveis danos, como punições e / ou privações, ou, até mesmo, qualquer ameaça à integridade pessoal, tanto física como moral (se a consciência não nos acusa,temos paz com Deus). É, portanto uma reação natural e necessária para a auto preservação do organismo. Podemos dizer que a ansiedade não é um estado normal, mas uma reação normal, assim como a febre não é um estado normal, mas uma reação normal frente a uma infecção do corpo. É adequado, portanto, reagirmos com ansiedade frente a determinados fatos, mas não é saudável estarmos sempre ansiosos. Pois está provado que da muita preocupação surgem às doenças.
A ansiedade é observada em vários aspectos do nosso cotidiano e está presente no desenvolvimento do ser humano, nas mudanças e nas experiências novas. Ela está presente no bebê, que se sente ameaçado quando separado de sua mãe; na criança, que se sente desprotegida longe de seus pais; nos adolescentes, que vivenciam as mudanças hormonais em seus corpos; no adulto, quando precisa realizar algo pela primeira vez, enfim todos nós ficamos ansiosos em determinados períodos de nossa vida, sem que isso seja patológico. É importante observar que, quando a ansiedade se intensifica e/ ou prolonga, ao invés de contribuir para o enfrentamento da situação, atrapalha e dificulta a adaptação, causando sofrimento.
Um exemplo deste sofrimento presenciamos claramente na vida de Jó. Jó era um individuo ansioso, tanto foi que diante de sua confissão dita no capitulo 3:25-26 ( “25 Porque aquilo que temia me sobreveio; e o que receava me aconteceu.
26 Nunca estive tranqüilo, nem sosseguei, nem repousei, mas veio sobre mim a perturbação),Satanás aproveitou para transformar a ansiedade num inferno particular de sofrimento e dor.
Os filhos de Deus (I João 3:7-10) que não vivem segundo a carne (Romanos 8:1-8) e possuem o Espírito (Romanos 8:9), em virtude do novo nascimento (João 3:5) devem lançar sobre Jesus, as ansiedades, pois ele tem cuidado de todos (I Pedro 5:6-7).
O cuidado de Jesus Cristo é tão somente que seus seguidores evitem o sofrimento desnecessário. Por que nos preocupar, se Deus cuida de nós?
“Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e as demais coisas serão acrescentadas”. Foi isso que ele quis ensinar quando se referiu aos dois senhores no versículo 24. Riquezas e honra pertence a Deus, assim como os bens duráveis e justiça, para se conseguir isso é necessário que se coloque Deus em primeiro lugar. Foi ele quem disse: “Eu amo os que me amam”, como esperamos receber alguma coisa mediante ansiedade, se nem ao menos procuramos nos aproximar de Deus?
Por mais ansiosos que sejamos... Quem poderá acrescentar um côvado (37 cm) ao curso de sua vida? Sem Deus nada se consegue de forma definitiva. A ansiedade sem controle e diagnosticada como doença só serve para nos inquietar e causar males à saúde. Basta a cada dia o seu próprio mal.
A ansiedade vem se configurando como um grande problema de nosso tempo. Quem vive constantemente ansioso acaba não vivendo o tempo presente, já que concentra suas energias no pensamento futuro. Depois reclamam: O tempo passou... Nem vi!
O futuro pertence a Deus, que nos chamou para vivermos não para estarmos ansiosos, mas em novidade de vida. Concentre sua vida naquilo que você pode fazer, lute as batalhas da guerra, até que a guerra seja vencida, focalize as promessas de Deus e busque N’Ele, uma solução eficaz que resulte no cumprimento, em tempo determinado, pois sob a luz do sol há tempo para tudo. Felizes são os que alcançam a misericórdia de Deus e guardam seu caminho (Provérbios 8:32). Lembre-se: A Benção do SENHOR enriquece, e, com ela, Ele não trás desgosto (Provérbios 10:22).
Infelizmente muitos indivíduos demonstram uma ansiedade quase que doentia. O comportamento ansioso pode ser percebido de muitas formas, e as mais conhecidas são:
- Movimento constante do corpo, mesmo sentado o individuo movimenta as pernas, indicando uma agitação motora visível;
- Suor excessivo, tremor, ou respiração ofegante;
- Realização de tarefas de forma rápida, com pressa durante o dia todo;
- Irritabilidade e falta de paciência para escutar, ou auxiliar os outros. Este é o caso de pessoas que possuem o hábito de, em uma conversa, não deixar que o outro termine o assunto, querendo falar mais rápido do que é capaz. Tem pessoas que trocam as letras, ou não concluem a palavra e por fim gaguejam;
- Ingestão exagerada de comida, bebida e/ ou calmantes, como forma de aliviar a tensão;
- Mania de perfeição; geralmente são pessoas que tem medo de errar e magoar as pessoas à sua volta.
O comportamento ansioso possui muitas formas de se manifestar, parece soar como revolta, por não alcançar aquilo que se dispõe, ou se sente desesperado por tentar alcançar o que propõe, mas tem medo de fracassar. Os sintomas variam de pessoa para pessoa, e por isso, devem ser sempre avaliados e observados individualmente.
Você com certeza conhece muitas pessoas que estão com ansiedade. Chame-as para conversar, tranqüilize-as, crie um ambiente calmo, propicio para a fala, permita que a pessoa se expresse e, até mesmo desabafe. Tem pessoas que tem o desejo de compartilhar uma situação, mas não encontram uma oportunidade confiável. Mas, ressalto: Os apóstolos de Jesus falavam daquilo que viram e ouviram. Um bom conselho deve estar regado de prudência e sabedoria, caso contrario, é melhor nem começar. Tem pessoas que não possuem capacidade para ouvir, e, quem está sob um comportamento ansioso precisa se ouvido, nunca faça uma critica sem conhecer os verdadeiros fatos que levaram àquela situação. Gostamos de ver argueiro no olho dos outros (coloco aqui um * para você ter idéia do que seja um argueiro), mas nunca queremos ver a trave dos nossos olhos. Infelizmente o ser humano, principalmente os ditos evangélicos querem pregar o Evangelho no quesito restaurar vidas, munidos de uma prepotência e presunção pessoal incapaz de sentir e saber o que Deus acha e pensa da vida em questão. A misericórdia é fundamental para restaurar um espírito abatido. Olhe as pessoas ao seu redor com os olhos de Deus.
Se não podemos ajudar a melhor opção é o silencio. Mosquito não entra em boca fechada.
Finalizo este tópico com Provérbios 8:32-36, que diz: “32 Agora, pois, filhos, ouvi-me, porque bem-aventurados serão os que guardarem os meus caminhos.
33 Ouvi a instrução, e sede sábios, não a rejeiteis.
34 Bem aventurado o homem que me dá ouvidos, velando às minhas portas cada dia, esperando às ombreiras da minha entrada.
35 Porque o que me achar, achará a vida, e alcançará o favor do SENHOR.
36 Mas o que pecar contra mim violentará a sua própria alma; todos os que me odeiam amam a morte.
Esperamos ter Ajudado em o nome de Jesus.
Bianchini e Nazaré. Em Jesus Cristo... Sempre!
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