Entre trancos e barrancos, um ano depois, na escola bíblica dominical, depois da aula me chama em particular para conversar. Ao iniciarmos a conversa, ele me abre uma sacola e me mostra um maço de cigarro e uma garrafa de aguardente. Eu olho e penso, já bosta no caminho, e pergunto: "O que é isso". Ele responde: "Estou na igreja há um ano, hoje vou mostrar ao diabo que ele não tem poder sobre mim, vou chegar em casa e vou desafiá-lo a me fazer fumar e beber". Eu fico em silêncio um minuto, penso comigo mesmo, esse cara está querendo me fazer de palhaço, então resolvo perguntar: Eu sei que você quase morreu de cirrose por beber em demasia e que também fumava, mas por acaso você também era homossexual antes de vir pra cá?
Ele me responde, não! Mas por que a pergunta? Eu lhe digo: É que se você tivesse sido, eu agora iria mandar você tentar o diabo com o seu fiofó também. Onde já se viu afrontar o diabo dessa maneira. A responsabilidade é sua, vai viver a sua experiência, depois você me conta como você venceu o diabo.
Foi embora, passou 15 dias, o homem sumiu, até que andando na rua o encontrei caído na porta de um bar, bêbado, sem forças até para levantar-se do chão. O ajudei a chegar em casa, dois dias depois, voltei em sua casa, estava sóbrio, falei com ele sobre a palavra de Jesus em Mateus 12:43-45 que afirma: "E, quando o espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra.
Então diz: Voltarei para a minha casa, de onde saí. E, voltando, acha-a desocupada, varrida e adornada.
Então vai, e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, habitam ali; e são os últimos atos desse homem piores do que os primeiros". Depois disso nunca mais voltou na igreja.
Nós somos chamados para viver em novidade de vida. Ninguém é chamado para cutucar Satanás com vara curta. Se cutucar vai se ferrar. O diabo não perdoa, mas mata, rouba e destrói.
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