Certa vez os discípulos perguntaram a Jesus: "Por que o Senhor fala ao povo por meio de parábolas"?
E a resposta que ouviram de Jesus foi: "porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado;
Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado.
Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem.
E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, E, vendo, vereis, mas não percebereis.
Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, E compreendam com o coração, E se convertam, E eu os cure". Mateus 13: 10-15.
A resposta de Jesus foi tão curta e objetiva que é fácil entender sem acrescentar palavra nenhuma.
Parábola (do grego Παραβολή (parabolé): "comparação, ilustração, analogia") é uma narrativa curta que, mediante o emprego de linguagem figurada, transmite um conteúdo moral, sendo por isso erroneamente confundida com a fábula. Difere do apólogo, por ser protagonizada por seres humanos. Eram muito comuns entre os hebreus e seu principal contador de parábolas foi Jesus Cristo, que possui várias parábolas registradas no Novo Testamento.
Trata-se pois de uma narrativa alegórica, que, por meio de comparação ou analogia, transmite preceito moral ou religioso.
Aproveitando o espaço quero deixar aqui um comentário sobre a parábola do amigo importuno registrada em Lucas 11:5-10, que diz: "Qual de vós terá um amigo, e, se for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães,
Pois que um amigo meu chegou a minha casa, vindo de caminho, e não tenho que apresentar-lhe;
Se ele, respondendo de dentro, disser: Não me importunes; já está a porta fechada, e os meus filhos estão comigo na cama; não posso levantar-me para tos dar;
Digo-vos que, ainda que não se levante a dar-lhos, por ser seu amigo, levantar-se-á, todavia, por causa da sua importunação, e lhe dará tudo o que houver mister.
E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á;
Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á".
Nesta parábola podemos extrair duas importantes lições. A primeira é que Deus quer que sejamos constantes intercessores, e a segunda é que devemos orar com perseverança e ousadia.
O sucesso de uma pessoa depende daquilo que foi dito por Jesus, não basta dizer que temos Jesus, é preciso ser amigo de Jesus (João 15:14). Nesta parábola, o amigo confiava no amigo, ele sabia que apesar da hora imprópria, meia noite, seu amigo não lhe negaria o pedido a fim de suprir sua necessidade momentânea.
Nós precisamos nos comportar como amigos de Deus, e não somente como filhos. Na alegoria da vida, nem todo pai, é pai, e nem todo filho, é filho, mas os amigos são especiais. O homem de muitos amigos deve mostrar-se amigável, mas há um amigo mais chegado do que um irmão.Provérbios18:24.
Somente uma vida de intima amizade com Deus leva o crente a interceder com ousadia e perseverança a qualquer hora, seja ao meio dia ou à meia noite.
O amigo estava precisando de três pães para saciar a fome de um outro amigo que tinha acabado de chegar. Ele não tinha nada em casa, e sua única opção era o seu vizinho que já estava dormindo.
Ninguém gosta de ser incomodado fora de hora, mas nas relações entre amigos não pode haver o fora de hora, qualquer é hora é hora de servir.
Este homem não tinha nada em sua casa, e somente quem já passou necessidade e fome sente compaixão pelo necessitado, e só quem tem necessidade pede, e quem pede recebe.
Na alegoria de Jesus, o amigo importunado fora de hora poderia dizer: "Não me importunes; já está a porta fechada, e os meus filhos estão comigo na cama; não posso levantar-me para tos dar".
Aqui Jesus está nos ensinando que é preciso insistir, havendo insistência e por causa da importunação, se lhe dará tudo o que houver mister (necessário).
Trazendo isso para a nossa necessidade, até que ponto somos amigos de Deus, e até que ponto estamos insistindo com Deus, em nossa necessidade? Lembre-se que Deus só concede aquilo que é necessário ao nosso bem estar.
Eu posso viver na condição de necessitado à vida toda, posso até virar um mendigo espiritual, bater de porta em porta, mas as portas não se abrirão porque no contexto de Jesus por detrás da porta é preciso que se tenha um amigo.
Se somos amigos de Deus como Abraão foi (II Crônicas 20:7), Ele não nos negará bem algum, e nem o Espírito Santo. Se demora em nos atender, não devemos perder a fé, mas perseverar em oração até que nos dê aquilo que tanto precisamos.
Deus abençoe você, e lhe conceda sabedoria para persistir sem desanimar.
Não se contente em apenas servir a Jesus, seja amigo de Jesus, e mesmo nas horas impróprias Ele te socorrerá.
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