Essa mesma pergunta foi feita por Jó. Tudo estava bem, tinha tudo com fartura, o próprio Deus o elogiava diante de Satanás dizendo que Jó era fiel, se desviava do mal, temia a Deus, e ainda ressaltava dizendo que na terra não havia homem igual a ele. Mas de repente o que era luz, virou trevas e onde havia auxilio, veio o abandono trazendo consigo a desgraça que ninguém espera e nem quer viver.
Por que SENHOR?
Jó era um homem com suas qualidades e virtudes, mas também tinha seus defeitos, poderia não errar ao ponto de ser chamado injusto, mas o decorrer de sua triste experiência nos levou a descobrir que Jó era do tipo que ouvia falar de Deus, mas não o conhecia pessoalmente e nessa deficiência presumia o que poderia ou não ter acontecido no decorrer do dia.
O seu temor era tão grande que ele sacrificava pelos filhos, pedindo a Deus perdão pelos pecados, sem realmente ter certeza se teriam pecado ou não.
O ato de presumir não corresponde à atitude de fé verdadeira, só podemos agir naquilo que é convicto e pode ser provado.
É muito comum o ser humano querer julgar sem conhecer e condenar sem ouvir.
Apesar de Jó ter tido uma grande convicção de Deus, o fato é que sua fé era uma fé que não lhe guardava dos receios da vida.
Ele tinha medo de vendavais, e o vento veio levando a vida de seus 10 filhos. ele tinha medo de ser roubado, e os ladrões vieram para lhe levar os camelos. Ele tinha medo de doença, e a doença veio para lhe deixar o corpo coçando com caco de telha. Ele tinha medo de ficar pobre, e pobre ficou. E para concluir sua desgraça, sua mulher provou que não tinha fé em Deus e aconselhou que ele amaldiçoasse a Deus e morresse. Depois só lhe restou o falso consolo dos loucos amigos que na minha sinceridade, eu prefiro não tê-los por perto. Quem precisa de acusadores? É muito fácil tentar apontar a causa da desgraça fazendo demagogia com a palavra de Deus, estando fora do coração, eu queria ver os consoladores da hipocrisia se colocar no lugar da pessoa que sofre.
Mais tarde Jó confessou com os próprios lábios que o que ele temia lhe aconteceu (Jó 3:25-26), ficando claro que a sua triste prova não foi em função de sua fé, mas de seu próprio medo que lhe tornava um homem frágil na incredulidade. Antes da prova de fogo, ele confessava que conhecia Deus de ouvir falar, e depois com ousadia passou a dizer que conhecia Deus pessoalmente.
Esse por que SENHOR? Pode ter uma explicação lógica a partir da experiência pessoal que temos com o SENHOR. Até que ponto conhecemos Deus de forma pessoal? Quais são as experiências que temos para viver com temor de modo a não temer as ameaças que o mundo nos oferece? O que temos plantado em termos de fé? Será que podemos dizer que o conhecimento de Deus que dizemos ter é suficiente para vivermos em paz, sem o tal presumir?
Deus não está avaliando a vida de ninguém pelo pecado que se comete, mas pela disposição de estar próximo a Ele. O pecado sempre estará à porta, sempre será uma possibilidade, mas não precisa ser uma necessidade. É claro que quem erra, paga seu preço, recebe seu castigo e correção. Assim como foi com Jó, poderá ser com qualquer um, mas isso é condicional aos medos e receios que temos no coração. A vida e a morte estão no poder de nossas palavras, somos aquilo que falamos. Veja um exemplo: Se resolvo sair de casa e confesso "estou indo, mas tenho medo que pelo caminho um ladrão me roube", pode ter certeza que o diabo mandará um ladrão para me roubar, em virtude de minha profecia lançada em resposta ao meu temor.
Se dirijo o carro acreditando que um caminhão vai sair à contra mão para me pegar... Algum dia assim será. não por que o diabo quis, mas porque na minha ignorância eu temo a isso, e tudo que falamos e confessamos seja bom ou ruim, acontecerá em uma hora que não se espera.
Nós cavamos a nossa própria sepultura no falar e no agir e ainda que professemos uma fé no Deus criador, essa fé fica comprometida pelas ações errôneas que sempre fazemos pensando errado.
Quando tudo dá errado, a pessoa pergunta por que? Mas a resposta está ao alcance da visão.
Procure agir conforme a Palavra de Deus e tudo dará certo. Procure pensar antes de fazer besteira para não ter que colher o fruto podre que ninguém quer.
A vida é como um carro a parar no semáforo (sinal) vermelho em um trânsito pesado, se eu avanço, estou assumindo o erro de morrer ou matar, então por que não procuro viver conforme a lei determina?
As leis de Deus devem ser observadas, antes de qualquer atitude a se tomar, e as leis dos homens regulam as atitudes que tomamos. Quem faz o certo jamais vai perguntar pra Deus, por que SENHOR?
Deus abençoe a sua vida e família!
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