Cuidar das necessidades físicas e espirituais das viúvas e dos órfãos sempre foi uma parte integrante da adoração a Deus. Quando os israelitas colhiam seus cereais ou suas frutas, não deviam recolher as sobras no campo, fazendo eles mesmos uma respiga. A respiga devia ficar “para o residente forasteiro, para o menino órfão de pai e para a viúva”. (Deuteronômio 24:19-21) A Lei de Moisés especificava: “Não deveis atribular nenhuma viúva nem o menino órfão de pai.” (Êxodo 22:22, 23) As viúvas e os órfãos mencionados na Bíblia representavam apropriadamente os mais pobres, visto que devido à morte do marido e pai, ou de ambos os genitores, os membros sobreviventes da família podiam ficar sozinhos e desamparados. O patriarca Jó declarou em Jó 29:13 "A bênção do que ia perecendo vinha sobre mim, e eu fazia que rejubilasse o coração da viúva". No Novo Testamento também vemos essa ordenança de Deus agora para a Igreja do Senhor. Em Tg. 1: 27, lemos claramente que, " A verdadeira religião para com Deus é, cuidar dos órfãos e das viúvas, e sempre se apartar da corrupção do mundo." Este texto da carta do apóstolo Tiago, nos lembra de uma ajuda mais pessoal, lembra-nos de uma ajuda individual, pois uma instituição não consegue desenvolver uma ajuda individual, visto que toda sua ajuda é provida de várias pessoas e que o verdadeiro Evangelho, começa a ser praticado em cada pessoa individualmente. Sem uma transformação individual de cada pessoa, nenhuma instituição conseguirá cumprir a ajuda de que Deus falou desde o Antigo Testamento.
Infelizmente hoje, muitos crentes aprendem e passam a desenvolver a ajuda as pessoas que necessitam de algo mais específico de forma equivocada, muitos, acham que o simples fato de darem suas ofertas em suas igrejas, já é suficiente para amenizar o sofrimentos dos outros, afirmam que apenas isso já é ter a consciência tranquila diante de Deus dizendo, "fiz minha parte". Desculpas esfarrapadas são muito comuns entre algumas pessoas quando o assunto é ajudar os mais necessitados, quando o assunto é mexer no próprio bolso!
As desculpas vão desde um, "não tenho comigo aqui agora..." (porém estando farto),outros dizem:"se eu ajudar essa pessoa irmão, ele(a) vai acabar acostumando e acomodando!" Como se o fazer minha parte dependesse agora das atitudes posteriores dos tais necessitados. Isso nada mais é que hipocrisia de fariseus e escribas que se acham. Essas desculpas servem apenas para semear as sementes de Satanás no coração endurecido de muitos que se dizem cristãos.
Jesus quando em carne aqui na terra esteve, nunca se recusou a ajudar as pessoas julgando em como eles procederiam depois, se seriam gratos ou não ou se o seguiria ou não, para Ele, o mais importante era trazer às pessoas uma nova forma de vida, uma vida regada pelo Reino de Deus, mas sem impor nada, tudo deveria ser feito por livre vontade de quem o seguia e por quem recebia algo de sua parte. Vamos parar por aqui, senão muitos crentes vão achar que precisam se converter de novo.
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