A algum tempo atrás fui convidado por uma família que eu não conhecia, a fim de lhes fazer uma visita com o objetivo de orar por uma mulher também membro da família que havia sido condenada pela medicina em virtude de um câncer que havia tomado todo seu corpo.
Essa mulher (serva de Deus) foi submetida a uma cirurgia, mas durante os procedimentos, após o corpo ter sido aberto, o médico mandou fechar, pois o câncer havia tomado todos os órgãos vitais.
Em reunião com a família o médico alegou que a paciente talvez tivesse 3 meses de vida com muito sofrimento, e que sua situação não lhe permitiria nem beber água à partir dos 30 dias seguintes.
Ao fazer a visita, aceitei o desafio de interceder pela mulher, não movido por pena, mas porque eu queria realmente que Deus fosse glorificado naquela vida.
Ficou combinado que eu iria visitá-la uma vez por semana, e na primeira visita, em nome de Jesus declarei para a família que embora a medicina tenha perdido as esperanças de cura, a nossa esperança estava em Jesus, por isso acreditei que a cura seria possível, ainda que o laudo clínico já tivesse dado a mulher como morta em vida.
Me lembro claramente ter dito que em 30 dias ela estaria comendo feijoada. Para o médico, nem água seria possível.
Oramos, fiz a unção em nome de Jesus e decretei a morte do câncer, com a restauração dos órgãos pelo Espírito Santo.
Aos quinze dias depois, a mulher estava totalmente diferente, se sentia bem, tanto é que os médicos se surpreenderam com seu estado físico e no trigésimo dia, realizaram uma bateria de exames em seu corpo e para surpresa de todos, inclusive a minha, o câncer desapareceu por completo, tanto é que foi sugerido que a mulher fosse avaliada por uma junta médica no Estado de São Paulo, mas a mulher não quis.
Aos poucos, ela foi melhorando, seu quadro de morte profetizada, se tornou em vida, aproveitou o tempo de afastamento para viajar, gostou tanto de ficar à toa que mudou o discurso, alegando que queria se aposentar para servir ao SENHOR.
Aqui começou o erro da presunção e do farisaísmo. Ela tinha um bom emprego publico, concursada, só precisava retomar suas funções e continuar com a vida normal que tinha antes.
Mas ela insistia em se aposentar para servir ao SENHOR.
Eu fui bem claro, numa conversa particular que tive com ela a respeito da aposentadoria. Eu disse: "Minha irmã, os médicos constataram que a irmã foi curada por milagre divino, seu afastamento não faz mais sentido, volte a trabalhar, pois trabalhando a irmã também serve ao SENHOR. Nenhum médico vai te aposentar, não se aposenta quem tem saúde com anos a trabalhar, até que se complete o que manda a lei.
A sua aposentaria por invalidez só é possível se for comprovado que a irmã está doente, e para isso o câncer que quase te matou precisa retornar ao seu corpo. Não brinque com o mundo espiritual, ainda que você queira deixar de trabalhar, o seu desejo não procede de Deus".
A sua teimosia durou cerca de um ano, queria porque queria se aposentar com desculpas que queria servir ao SENHOR. Por fim o câncer renasceu em seu corpo e naquela ânsia de querer se aposentar, se aposentou de vez. A mulher morreu doente. Aquela situação me deixou tão triste que nem coragem de ir ao seu sepultamento tive. Infelizmente o ser religioso muitas vezes é confundido e as pessoas deixam de viver a fé, para viver o presumismo.
Ela poderia estar viva até hoje, trabalhando e se ocupando com as coisas do SENHOR, mas em virtude de achar que poderia se aposentar por estar em condições de ludibriar a lei, perdeu a chance de cura que Deus lhe havia dado.
Em 31 anos de ministério, já lidei com dezenas de cancerosos e vi Deus agindo de forma maravilhosa. Durante minha vida evangelística, eu perdi 3 pessoas para a morte. Além dessa mulher, perdi mais dois e tudo por causa da má interpretação das coisas relacionadas a Deus.
Infelizmente o crente não sabe aproveitar o poder que Jesus nos dá. É muito mais fácil um incrédulo ser curado do que o tal crente.
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